Quem tem medo de bactérias? 💉☣


Desde que tomei a decisão de estudar enfermagem, já tive diversos momentos de dúvida, medo e principalmente preocupação sobre a saúde, tanto do paciente quanto a minha. Durante o curos estudamos muito sobre biossegurança e medidas de proteção, uso de EPI`s e mais uma infinidade de meios de proteção, como as precauções padrão/gotículas/aerossois.
O grande problema é que mesmo se você seguir todas as medidas e ser um técnico ou enfermeiro exemplar no quesito segurança do trabalho, a proteção não é 100%.

Como ainda sou estagiário, sempre sou escalado junto com o profissional que está com o plantão mais pesado, ou seja, vários banhos no leito e paciente isolado por bactéria multirresistente. Isso é muito bom pelo lado do aprendizado, mas dá um medo enorme. Claro que se pensarmos que a possibilidade de contato com a devida proteção é baixa, e desse possível contato, a bactéria conseguir entrar no nosso organismo é ainda menor… dá uma tranquilidade, mas mesmo assim não anula né?

Resolvi escrever isso por ter lido uma notícia assustadora no El País sobre uma idosa que morreu com uma bactéria resistente a tudo. Num primeiro momento, a gente pensa que é uma realidade muito distante de nós, sobretudo aqueles que não trabalham em um hospital ou não tem nenhum familiar doentes hospitalizado. Mas com a facilidade de locomoção e as grandes diferenças culturais, que implicam em diferentes modos de higiene entre as pessoas, é muito fácil ser contaminado num avião, metrô ou em um restaurante. O mundo virou um ovo de codorna.

De acordo com o texto, a americana que morreu em setembro passado, havia vivido por dois anos na Índia, onde havia sido internada várias vezes. Para combater a bactéria, foram usados 26 diferentes antibióticos, inclusive os Carbapenemas, os mais fortes que existem. Nenhum controlou a infecção.

Uma notícia assim nos faz repensar a postura enquanto profissionais de saúde e reforçar ainda mais a importância das precauções e evitar a contaminação cruzada.